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Alunos do IFMT-Pontes e Lacerda assistem palestra sobre suicídio

Publicado por: Campus Pontes e Lacerda / 13 de Dezembro de 2018 às 14:41

Suicídio foi tema de palestra voltada aos alunos do Ensino Médio Integrado do Instituto Federal de Mato Grosso Campus Pontes e Lacerda- Fronteira Oeste, nesta quinta-feira (13), no auditório do Campus. Convidada, Mônica Carolina Juliano Pinto, psicóloga do Centro de Detenção Provisória de Pontes e Lacerda abordou causas, indícios, motivações, diálogo e prevenção de casos, que têm aumentado em todo mundo.

De acordo com Mônica, tratar sobre o tema tem sido latente. “Tem sido um momento de se falar do que antes era um tabu. Temos visto o aumento gradativo de casos de suicídio entre adolescentes. Em 10 anos, na faixa etária dos 10 aos 14 anos, o incremento foi de 40% e na faixa etária de 15 a 19 anos, 33%, em nível mundial. São jovens que estão em transição, de adaptação de vida emocional, acadêmica e lidar com essas emoções pode ser um fator predominante para esse aumento”.

Com o avanço das tecnologias e redes sociais, a psicóloga afirmou que é preciso um olhar diferenciado sobre o tema. “Há importância em conhecer pelo menos um pouco desse mundo da tecnologia em que hoje os adolescentes estão tão inseridos. Ter um pouco de contato e tato maior sobre isso para visualizarmos e sabermos o que está acontecendo, porque quando não estamos inseridos, não temos esse conhecimento, principalmente sobre aplicativos, sites, e grupos de Facebook, WhatsApp. Há publicações que motivam principalmente a automutilação, que é um comportamento progressivo para o suicídio, mais perigoso ainda para quem tem traumas e dores emocionais a serem cuidadas”.

Segundo Mônica, diálogo é essencial. “O diálogo é fundamental em qualquer ambiente, mas dentro de casa, tem que ser o primeiro passo. Os pais têm que estarem atentos, observarem mudanças de comportamento nos jovens, de hábito, cuidado pessoal, mudanças de relacionamento de amizades, apatia, a falta de vontade ou prazer em qualquer atividade que o adolescente gostava e hoje não se interessa. O espaço para o diálogo, trazendo empatia e entendimento e não julgamento, é fundamental”.

Para Lucas Gabriel Barreto Paulino, aluno do 1º Ano do Ensino Médio Integrado ao Curso Técnico em Informática-Matutino, a discussão sobre o tema não acaba na escola. “O suicídio tem aumentado nos últimos anos e esse tema precisa ser falado, essa discussão tem que ser trazida para a escola. Campanhas para que os números baixem tem que ser feitas. Porque essa discussão se estende também para casa, os pais, amigos”.

Diretor de Ensino do Campus, o professor doutor Adriel Martins Lima reforçou a parceria do CDP. “É um tema que chama atenção e traz preocupação. Infelizmente não dispomos de um profissional psicólogo no Campus, para que acompanhe os alunos, faz falta e estamos lutando para isso. A Mônica, profissional do CDP prontamente nos atendeu e abordou o tema junto aos estudantes, que se mostraram participativos e inclusive haviam pedido a discussão dessa temática. Temos orientado eles à conversarem, reportarem situações nesse sentido, para que se sintam acolhidos”, encerrou.

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